sábado, 25 de julho de 2015

Arte da barganha

Barganhar é uma instituição nacional na Índia. Seguem aqui algumas dicas sobre essa refinada arte. Nunca demonstre que você realmente gostou de alguma coisa que deseja comprar. Para cada exclamação tipo “oh, que lindo!”, mesmo que seja em português, o preço aumentará em 50% do preço inicial pedido. De modo geral, quando o negociante pára de sorrir, é por que você chegou perto do preço justo.
Converse com o vendedor a respeito  da Índia ou do Brasil: o ato de comprar oferece uma ótima oportunidade de entrar em contato com a cultura local. Não aceite barganhar se não for convidado para beber um chá junto com o comerciante, ou se não lhe for oferecido um refrigerante, ou água mineral.
Se é um artigo caro e que valha o esforço, deixe a loja e volte mais tarde para ver se consegue chegar ao preço que você quer.

Três momentos mágicos...



Esmolas na Índia

Eu, pessoalmente, não recomendo dar esmolas para crianças, jovens “mães” com meninos de colo (que são alugados pelas mães verdadeiras ou suas babás) ou adultos, saudáveis ou mesmo que pareçam doentes. Só dou esmola a velhinhos e velhinhas, e para cegos cantores. As demais categorias de mendigos são falsificados: mães falsas, falsos paralíticos, falsos doentes, etc. A imaginação e "profissionalismo" desses mendigos profissionais é algo assombroso.
    Porém, há duas soluções para esta situação: ou você decide que não vai dar desde o começo e não pensa mais no assunto, ou decide que vai fazer isso, se for importante para você. Nesse caso, tenha muitas notas pequenas ou moedas para dar aos inúmeros mendigos que pedirão dinheiro durante o dia. Ao dar para um, instantaneamente você se verá rodeado por muitos outros. Tenha paciência e não entre em pânico.


Ou, se quiser fazer mesmo a coisa certa, pague um prato de comida para cada mendigo, ou trabalhe como voluntário ou faça uma generosa doação para  organizações idôneas como AIM for Seva (www.aimforseva.org) ou Sonrisas de Bombay (www.sonrisasdebombay.org).

Etiqueta dos pés

Na cultura asiática o pé é algo sujo e impuro (mesmo que você tenha acabado de sair do banho). Além de tirar os sapatos para entrar nos templos, é considerado um desrespeito tocar ou apontar qualquer coisas com os pés.




A cabeça é a parte mais nobre do corpo e os pés a mais “suja”, portanto, não é aceitável tocar nas cabeças das pessoas (mesmo das crianças) ou se apontar as plantas dos pés para elas ou até mesmo para imagens sagradas. Quando sentar, coloque os pés para trás ou sente na posição de lótus.

Inshallah, muito ouro!

Entre as coisas mais inusitadas que se pode encontrar andando pela ruas de Abu Dabi - uma das conexões possíveis de quem vai para a a Índia, pela Etihad - está um caixa eletrônico muito especial: uma caixa para se comprar barras de ouro. Isso mesmo, ouro!




O ouro está entre os presentes favoritos dos indianos, seja em formato de jóias, utensílios ou mesmo em barras. Não é para menos que se tenha uma máquina como essas pelas ruas. O metal está nas raízes da cultura indiana. É, por exemplo, o único bem de uma mulher que se separa do marido. Quando viúva, não pode mais usar as jóias. No Brasil, as jóias são muito mais status. Lá são símbolos culturais e religiosos.

terça-feira, 21 de julho de 2015

Templo de Lótus

O Templo de Lótus, em Nova Delhi, Bahá í é uma casa de adoração e serve como templo da matriz do subconsciente indiano.