segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Comedor carne humana






Comedores de carne humana

Os sadhus estão entre os personagens mais interessantes e fotogênicos da Índia. Eles são os homens hindus que resolvem se desprender de todos os bens materiais e passam a viver pedindo esmolas, meditando, a rezar e estudando textos religiosos (principalmente os hinduístas). Seu objetivo é se desprender dos prazeres mundanos, transcender à condição humana e, com isso, atingir "moksha" (libertação do ciclo de reencarnações que prende os homens aos sofrimentos da Terra). Neste universo, há os "aghori", que adotam uma prática única: eles comem carne de cadáveres humanos. Eles fazem isso, entre outras razões, para provar que podem transcender de verdade à condição do homem, mostrando que nada do que é material pode afetá-los.




TEMPLO DOS RATOS



Veneração a ratos

. Trata-se do templo de Karni Mata, localizado na cidade de Deshnok, onde, diariamente, centenas de pessoas vão para cultuar e alimentar com leite os roedores (que circulam aos milhares pelo lugar). Reza a lenda que Karni Mata foi uma mulher hindu do século 14 que, durante uma viagem pelo deserto, viu seu enteado morrer afogado enquanto ele tentava beber água de um poço. Karni Mata é considerada uma reencarnação da deusa Durga e, durante sua vida, por causa disso, teria tido poderes sobrenaturais. Segundo os fiéis de Deshnok, ela usou esses poderes para trazer de volta à vida seu enteado, mas na forma de um rato. E também decretou que todos os seus descendentes, depois que morressem, reencarnariam como roedores. Atualmente, os frequentadores do templo de Deshnok veneram os ratos ali presentes como a prole legítima de Karni Mata. Turistas são bem-vindos no local.





segunda-feira, 5 de dezembro de 2016




Sala de espera da morte
E não é só ver corpos sendo consumidos pelo fogo ao ar livre que pode surpreender o turista na Índia. Atrás da "ghat" (escadaria que leva ao Ganges) onde os corpos são cremados, há uma espécie de favela recheada de velhinhos vindos de todas as partes da Índia, muitos deles de aspecto doentio e com uma missão: esperar pela morte. É possível vê-los dentro de casebres ou sentados sobre ruelas de terra. O objetivo de cada um deles é falecer perto do Ganges, ser cremado às suas margens e ter suas cinzas jogadas no rio, para realizar o ciclo. 


Bebendo água sagrada (e poluída)
Há uma história, não comprovada, mas muito comentada no mundo dos viajantes, de que mais da metade dos turistas que visita a Índia terá problemas de intoxicação alimentar pelo menos uma vez durante a jornada. E não deve ser exagero: este repórter, que esteve no país por dois meses, ficou seriamente doente algumas vezes por lá e conheceu muita gente que passou pela mesma situação (e isso, provavelmente, por comer uma saladinha não muito bem lavada em algum restaurante). Por isso, é chocante ver fiéis bebendo as águas do Ganges durante o lindo ritual hindu realizado diariamente em Varanasi antes do amanhecer. Os hindus acreditam que as águas do Ganges purificam a alma e muitos a bebem. O problema é que a parte do Ganges que banha Varanasi é extremamente poluída, com esgoto, restos mortais humanos e até cadáveres de vacas sagradas sendo jogados no local todos os dias. "Este rio é tão sagrado que não nos faz mal", dirão muitos hindus se questionados se não têm medo de ingerir a água do Ganges